A notícia de que a Marta estava a caminho do Haiti, para dar o seu contributo no caos humano trazido por um sismo de devastação de que não há memória no país, e que me foi dada pela própria no dia antes da partida, não me surpreendeu. Não me surpreendeu por ter o prazer de a ter como, além de amiga, uma das minhas grandes pessoas e por ser conhecedora, na primeira pessoa, da sua coragem, da sua persistência e dos seus valores morais. Há quase três anos a Marta partiu para longe, longe demais daqueles que a amam, para a República Dominicana, em busca de um objectivo que Portugal não lhe concedeu, estudar medicina. Perfeitamente integrada na realidade de uma região de terceiro mundo e conhecedora do seu papel e de uma responsabilidade acrescida pelo facto de ser aspirante a médica, não hesitou em integrar o grupo que a sua universidade enviou para Jimani, cidade fronteiriça com o Haiti, para libertar ainda que por escassos dias um pouco da dor de um povo devastado.
[26-01-2010 - 10:28] [Maria João Cunha]
:: Destaques ESPECIALISTA EM DEPRESSÃO PÓS-PARTO DO PAI
Psicóloga courense Cláudia Lima na TVI
O programa “Você na TV”, apresentado por Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira que é emitido na TVI, convidou uma psicóloga courense, Claúdia Pires de Lima, no passado dia 15 de Janeiro, para debater um tema mediático mas desconhecido da população em geral: a depressão pós-parto no pai.
Ex-autarca nega acusação de dívida de 27 mil euros
O actual presidente da Junta de Freguesia de Bico, o social-democrata Carlos Alberto Pereira, disse em entrevista ao NC que o anterior autarca, o socialista Manuel Pereira, deixou uma dívida superior a 27 mil euros. Impunha-se ouvir o acusado, que está agora afastado da política, não tendo concorrido às últimas autárquicas.
A manhã de 13 de Janeiro ficou marcada por mais um assalto nas ruas da vila de Paredes de Coura. Um roubo por esticão de uma carteira de senhora e o assalto a várias viaturas estacionadas no Largo do Cemitério, eis o saldo de uma manhã agitada que terminou com a fuga dos dois jovens envolvidos.
:: Opinião A coragem de procurar
Há na sociedade portuguesa uma espécie de maldição labiríntica que nos atormenta e esgota. É um longo orvalho de melancolia e pessimismo que tem as suas raízes no decadentismo militante da segunda metade do século XIX, altura em que o desespero nacional atinge a sua forma perfeita. Na altura, Junqueiro, Eça, Ortigão, Martins, Teles, Quental, Soveral, Fuschini, entre outros, foram os grandes corifeus da desgraça com as suas críticas vorazes e mortais; niilistas, por vezes, temos também de reconhecer que tiveram um papel importante na construção da democracia contemporânea. Cometeram apenas um erro, mas grande, grave e mortal: lavraram tanto na crítica, que acabou por medrar, dentro deles, uma espécie de agonia que lhes roubou toda a energia para apresentar propostas.
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:: Opinião BOTA ACIMA E BOTA ABAIXO
Há algum tempo atrás, julgo que num programa televisivo de um canal temático, ouvi que os antigos egípcios, quando morriam, tinham de responder a duas questões para poderem prosseguir a sua viagem em direcção à eternidade: foste feliz enquanto viveste? qual foi o teu contributo para fazeres os outros felizes? Julgo que a maior parte dos portugueses não conseguia responder positivamente às duas questões. Chorões, lamechas, mostrar-se-iam infelizes logo à primeira questão. A alegria e a felicidade nunca foram uma característica cultural portuguesa. O prazer e a felicidade não fazem parte do campo de valores que pautam o comportamento social. Actualmente tudo se queixa da crise. Já estou farto de ouvir lamúrias e queixinhas a pretexto da crise. Já aqui afirmei que a crise afectou os que ficaram desempregados e os pequenos empresários mal organizados. Os outros, pensionistas, funcionários públicos, trabalhadores por conta de outrem que recebem ordenados, só viram a sua vida melhorar, pois a inflação foi negativa, os juros dos empréstimos à habitação foram os mais baixos de sempre e continuaram a receber o seu ordenado ou pensão. Estes, que são a maioria, viram o seu rendimento disponível aumentar. No entanto continuam a chorar-se. Quem não chora não mama, diz o ditado popular. Talvez por isso, a baixíssima taxa de empreendorismo dos portugueses, que prefere o desenrascanso e o xico-espertismo ou, simplesmente, esperar que aconteça. LER MAIS
:: Opinião Na rota da decência
A Assembleia da República devolveu-nos a todos a alegria de vivermos numa terra respeitada que sabe respeitar a liberdade e a privacidade dos seus concidadãos. Fechou-se, com orgulho, um capítulo da novela de horrores que nos assombrava a História. Mas há ainda capítulos por escrever… LER MAIS