www.noticiasdecoura.com
noticiasdecoura@gmail.com
Tel.Fax 251 782 643

Edição on-line

 
   
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
   
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
   
 


::. Destaques

LIPINHO, UM LIMIANO QUE É SÍMBOLO DO COURENSE

"Courense fez bem não ter aceitado o convite para subir"

Filipe Vieira, conhecido no mundo do futebol por Lipinho, cumpre a quinta época com as cores do Sporting Clube Courense (SCC). Para além de se ter afirmado desde logo como um dos indiscutíveis da equipa, o limiano rapidamente fez valer a importância da sua experiência e cedo se tornou uma das vozes mais influentes e respeitadas no balneário, sendo por isso com toda a naturalidade um dos capitães da equipa.

Aos 34 anos, a carreira futebolística de Lipinho fala por si. A juntar às três subidas de divisão ao serviço do clube da terra e do coração – o Limianos, o nosso entrevistado desta edição soma muitas épocas na 3ª Divisão em clubes como Monção, Cerveira e Ponte da Barca.
Em boa hora aceitou o convite de Armando Araújo Carioca para se transferir para Paredes de Coura até porque nestas últimas quatro épocas foi um dos atletas com maior destaque em duas das mais notáveis campanhas do SCC, o 3º lugar alcançado no período de José Pequeno e o vice-campeonato da época passada, que correspondeu à melhor classificação de sempre do clube. Não será, por isso, excessivo afirmar-se que Lipinho é um dos jogadores com mais qualidade que já passaram pelo emblema courense, tendo já conquistado um lugar de relevo na história do clube e um carinho especial por parte de adeptos e simpatizantes.

Como se deu a vinda de Lipinho para o SCC?
Conhecia o presidente do clube, o Sr. Armando, da minha actividade como jornalista da secção de desporto do jornal Alto Minho. Houve uma primeira abordagem do presidente a um colega que na altura também jogava no Limianos, falou-se de mim e os três agendámos uma reunião. Entretanto a época terminou e apesar de ter subido com o Limianos eu já tinha decidido que não iria continuar no clube, apesar de pretenderem a minha continuidade. O SCC chegou primeiro e eu dei a minha palavra de que viria para cá. A verdade é que antes ainda de assinar contrato, fui abordado por um outro clube, que viria a ser o campeão nessa temporada. Ainda falei com o Sr. Armando para que ele me libertasse, no entanto, ele disse-me que pretendia construir uma equipa forte e que eu me incluía nesse projecto. Não me poderia impedir de sair se eu assim quisesse mas ficaria magoado. Claro que só podia manter a minha palavra e em boa hora o fiz. Já vou na 5ª época consecutiva no SCC, algo inédito, na medida em que nunca estive tanto tempo seguido num clube. A partir da primeira época, gostei tanto de cá estar que dou ao clube a possibilidade de optar pela minha continuidade se assim o quiser.
Por outro lado, o Marcolino que foi meu colega no Cerveira e que na altura jogava no SCC, falou-me muito bem do clube, dizendo que depois de vir para Coura não ia querer outra coisa. E assim foi.
As questões financeiras foram decisivas para aceitar o convite do SCC?
O SCC foi o único clube que me apresentou valores, tendo eu aceitado e dado o meu compromisso. Os dois outros clubes que manifestaram interesse em contar comigo não chegaram a apresentar valores. A partir daí nunca ouvi outras propostas, sempre dei a primazia ao SCC.
Quais os pontos altos do seu trajecto no SCC?
Naturalmente, o primeiro ano, com o Zé Pequeno, em que fizemos a pré-época atrás de uma das balizas devido às obras no sintéctico e o ano passado.
É invulgar um futebolista ser também jornalista. Como consegue fazer a cobertura dos jogos, na medida em que nessa hora encontra-se a jogar?
Essa é a maior limitação que tenho na minha actividade profissional, que procuro contornar ouvindo as declarações dos treinadores, analisando os dados relativos ao jogo e socorrendo-me de outras fontes. As pessoas já me conhecem pelo trabalho que venho desenvolvendo ao longo destes 10 anos e sabem que apesar de dar a minha opinião nas crónicas, procuro sempre separar as águas e ser imparcial.
O facto de viver o futebol por dentro há tantos anos como futebolista ajuda-o na sua actividade como jornalista?
Claro que sim. Ajuda a manter uma alargada rede de contactos e permite que os diversos agentes me respeitem porque eu, acima de tudo, procuro ser respeitador.
Quais foram os pontos altos do seu trajecto como futebolista?
As subidas são sempre os momentos mais marcantes. As experiências fora de Ponte de Lima foram igualmente épocas intensas porque foram sempre campeonatos na terceira divisão. O SCC correspondeu à minha primeira saída de Ponte de Lima para jogar no distrital.
Lembra-se da sua melhor época?
Três anos antes de vir para o SCC, na minha segunda subida pelo Limianos, consegui uma época muita produtiva, quer em golos, quer na qualidade das exibições.
O Lipinho sempre pisou terrenos avançados?
Sempre joguei a médio/extremo direito. Mas desde que vim para o SCC tenho alternado essa posição com a de médio ofensivo centro.
Qual o seu clube de eleição?
O Limianos, por vários motivos. É o clube da terra, é onde tenho um grupo de amigos de vários anos a jogar juntos e sempre formámos grandes equipas. É o clube de que mais gosto e onde me sinto melhor. Depois destaco o SCC e a atestá-lo está o facto de nunca ter estado tantos anos consecutivos no mesmo clube. Integrei-me bem aqui, as pessoas demonstram carinho e não há motivo para se mudar quando se está bem.
Chegou a acalentar o sonho da profissionalização?
Sim. Depois da minha primeira época sénior, há cerca de 15 anos, cheguei a fazer um treino no Beira-Mar, que tinha acabado de subir à 1ª Divisão. O treinador, o António Sousa, tinha uma equipa jovem e procurava jogadores experientes. Não fiquei. A partir daí, tive um ou dois contactos para jogar na 2ª B, em equipas do distrito, situações que também não se concretizaram.
Como entendeu e reagiu ao facto da direcção do SCC ter declinado no final da época passada a possibilidade da subida administrativa à 3ª Divisão?
Eu sou daqueles que acho que o SCC fez bem em não ter aceitado subir. Mas, por outro lado, pensando nos atletas que nunca jogaram nos nacionais, penso que seria uma boa oportunidade para eles. Espero que essa possibilidade volte a surgir, na 2ª Divisão, visto que esta época é a última em que se disputa a 3ª Divisão. Claro que se o SCC tivesse sido campeão, seria de outra forma, visto que o campeão deve sempre subir. Dessa forma, acho que se fez bem, visto que seria uma experiência de apenas um ano, na medida em que sobem à Segunda os dois primeiros de cada série e todas as restantes equipas baixam às distritais.

[23-10-2012 - 10:57] [José Miguel Nogueira]

::. Mais Notícias desta Secção
Total Notícias: 4
 

PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL, JOSÉ AUGUSTO PACHECO TEME REDUÇÃO DE CONCELHOS
"Coura está na lista negra"
Assinalando a passagem do 40º aniversário do 25 de Abril de 1974, o NC entrevista o presidente da Assembleia Municipal de Paredes de Coura. Sendo o poder autárquico uma das mais relevantes conquistas de Abril, eis pois uma nobre forma de celebrarmos tão importante data. Por outro lado, e uma vez que são raras as entrevistas até hoje concedidas por José Augusto Pacheco, pedimos a especial atenção do leitor para a minuciosa análise que este courense natural do Lugar de Santa, freguesia de Paredes de Coura, prestigiado professor catedrático da Universidade do Minho, 58 anos, faz da vida política do nosso concelho. Sem papas na língua.

[08-04-2014 - 11:13] [Manuel Tinoco]


LER MAIS

APRESENTADO EM PADORNELO PELO AUTOR
Dicionário biográfico, o livro de Jofre
No dia 23 de março, domingo, decorreu a cerimónia solene de apresentação do livro “Padornelo: Dicionário Biográfico de Personagens Ilustres”, de Jofre de Lima Monteiro Alves, num ambiente de emoção e de festa. As palavras não chegam para descrever a grandeza nem a riqueza do momento. Após uma calorosa receção ao som do grupo de bombos Amigos da Farra, a abertura musical da cerimónia foi feita pela fusão de vários grupos, que, em harmonia, cantaram para a ocasião, acompanhando vários instrumentistas de sopro. O mais pequeno cantor tinha cinco anos e o mais maduro, setenta e cinco.

[08-04-2014 - 11:16] [Carla Lima]


LER MAIS

AUTARCA DE VASCÕES QUER APOSTAR NA PROMOÇÃO DA FREGUESIA
"Centro de Educação e Interpretação Ambiental está subaproveitado"
Carlos Pereira foi o homem escolhido pelo PS, para suceder a Maximiano Costa, depois de três mandatos como secretário do executivo da Freguesia de Vascões. Responsável comercial numa conhecida superfície grossista no concelho de Valença, o nosso entrevistado nasceu em Angola, mas cedo se fixaria com os pais na terra onde se encontram as raízes maternas, lugar onde tem construído todo o seu percurso de vida. Da conversa que mantivemos com o novo presidente de Junta de Vascões, ressalta a intenção de retirar benefícios da Paisagem Protegida que cobre a quase totalidade do território da freguesia. Na opinião de Carlos Pereira, está na hora de criar sinergias entre a população, associações, empresas e outras entidades, no sentido de se apostar de uma forma integrada na exploração das riquezas locais: gastronomia e produtos regionais, desportos na natureza, turismo rural, criação de espécies vegetais e animais de origem autóctone. A prioridade deste autarca passa também por contrariar a preocupante tendência de perda de juventude e propõe-se lutar contra esse cenário.

[08-04-2014 - 11:30] [José Miguel Nogueira]


LER MAIS

Margarete: Temos artista e oficina
Para muitos não é novidade que Paredes de Coura tem, já há muito, uma Oficina de Cerâmica, ali bem no centro da Vila – Largo 5 de Outubro, junto à sede da Junta de Freguesia de Paredes de Coura –, tendo contado desde a sua criação com o trabalho cerâmico de grande qualidade do professor Pires, antigo professor da EPRAMI.

[08-04-2014 - 11:33] [Gabriela Cunha]


LER MAIS

 

:: Opinião
quotidianos
Ainda em Salvador da Bahia, prolongo os olhos sobre a ilha (Itaparica) que se espreguiça demoradamente ao longo da Baía atlântica e imagino o quão diverso é este Brasil, que sempre nos surpreende, mesmo que as notícias de televisão não sejam as mais simpáticas sobre o quotidiano das pessoas. Entranhando-me mais pelo interior das terras nordestinas, viajo até Recôncavo, depois de ter passado por Cachoeira, um dos primeiros pontos de presença dos portugueses de seiscentos, a seguir ao achamento em Porto Seguro. Sinto de forma bem efetiva a hospitalidade das pessoas, provo, com paladar extra, as iguarias maravilhosas e tento ser um topógrafo que regista as coordenadas do espaço para permitir novas construções. Reforço, assim, a minha tendência para registar de forma bem vincada a geografia dos lugares.
LER MAIS
:: Opinião
Os 40 anos da Revolução de Abril – antecedentes
Completam-se quarenta anos, no próximo dia 25 de Abril, sobre aquela manhã gloriosa em que militares, dos três ramos das Forças Armadas, levaram a cabo um golpe de Estado, que teve como objectivo principal derrubar o regime fascista, que vigorou entre nós, com uma longa ditadura e instituiu a liberdade e a democracia. Não vou aqui falar sobre este dia e dos contornos que envolveram toda a acção deste acto revolucionário, já que, há tempos, tive a oportunidade de abordar este tema nas páginas deste jornal. Começarei por falar, um pouco, dos motivos que estiveram na origem deste levantamento militar.
LER MAIS
:: Opinião
O tempo e a memória
O tempo corre célere, veloz como um falcão em busca de uma presa, e com sobranceira indiferença às marcas inapagáveis que nos deixa no corpo e na alma. Como um ladrão ganancioso, rouba-nos tudo. A inocência da infância, o encanto da juventude, o ardor da idade adulta e, por vezes, uma forma digna de morrer. Pelo caminho ficam também muitos dos nossos sonhos, ilusões e esperanças. O tempo corre célere, veloz como um falcão em busca de uma presa, e com sobranceira indiferença às marcas inapagáveis que nos deixa no corpo e na alma. Como um ladrão ganancioso, rouba-nos tudo. A inocência da infância, o encanto da juventude, o ardor da idade adulta e, por vezes, uma forma digna de morrer. Pelo caminho ficam também muitos dos nossos sonhos, ilusões e esperanças.
LER MAIS
:: Opinião
Tudo de pernas para o ar!
Anda tudo “de pernas para o ar”! Fica cada vez mais difícil aconselhar agricultores atentos e cumpridores! Depois de tudo o que já foi referido, explicado e reafirmado sobre as alterações inerentes à actividade agrícola, retiradas de uma legislação muito recente sobre a colecta obrigatória, afinal a mesma estará mais uma vez para ser alterada.
LER MAIS