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::. Destaques

LIPINHO, UM LIMIANO QUE É SÍMBOLO DO COURENSE

"Courense fez bem não ter aceitado o convite para subir"

Filipe Vieira, conhecido no mundo do futebol por Lipinho, cumpre a quinta época com as cores do Sporting Clube Courense (SCC). Para além de se ter afirmado desde logo como um dos indiscutíveis da equipa, o limiano rapidamente fez valer a importância da sua experiência e cedo se tornou uma das vozes mais influentes e respeitadas no balneário, sendo por isso com toda a naturalidade um dos capitães da equipa.

Aos 34 anos, a carreira futebolística de Lipinho fala por si. A juntar às três subidas de divisão ao serviço do clube da terra e do coração – o Limianos, o nosso entrevistado desta edição soma muitas épocas na 3ª Divisão em clubes como Monção, Cerveira e Ponte da Barca.
Em boa hora aceitou o convite de Armando Araújo Carioca para se transferir para Paredes de Coura até porque nestas últimas quatro épocas foi um dos atletas com maior destaque em duas das mais notáveis campanhas do SCC, o 3º lugar alcançado no período de José Pequeno e o vice-campeonato da época passada, que correspondeu à melhor classificação de sempre do clube. Não será, por isso, excessivo afirmar-se que Lipinho é um dos jogadores com mais qualidade que já passaram pelo emblema courense, tendo já conquistado um lugar de relevo na história do clube e um carinho especial por parte de adeptos e simpatizantes.

Como se deu a vinda de Lipinho para o SCC?
Conhecia o presidente do clube, o Sr. Armando, da minha actividade como jornalista da secção de desporto do jornal Alto Minho. Houve uma primeira abordagem do presidente a um colega que na altura também jogava no Limianos, falou-se de mim e os três agendámos uma reunião. Entretanto a época terminou e apesar de ter subido com o Limianos eu já tinha decidido que não iria continuar no clube, apesar de pretenderem a minha continuidade. O SCC chegou primeiro e eu dei a minha palavra de que viria para cá. A verdade é que antes ainda de assinar contrato, fui abordado por um outro clube, que viria a ser o campeão nessa temporada. Ainda falei com o Sr. Armando para que ele me libertasse, no entanto, ele disse-me que pretendia construir uma equipa forte e que eu me incluía nesse projecto. Não me poderia impedir de sair se eu assim quisesse mas ficaria magoado. Claro que só podia manter a minha palavra e em boa hora o fiz. Já vou na 5ª época consecutiva no SCC, algo inédito, na medida em que nunca estive tanto tempo seguido num clube. A partir da primeira época, gostei tanto de cá estar que dou ao clube a possibilidade de optar pela minha continuidade se assim o quiser.
Por outro lado, o Marcolino que foi meu colega no Cerveira e que na altura jogava no SCC, falou-me muito bem do clube, dizendo que depois de vir para Coura não ia querer outra coisa. E assim foi.
As questões financeiras foram decisivas para aceitar o convite do SCC?
O SCC foi o único clube que me apresentou valores, tendo eu aceitado e dado o meu compromisso. Os dois outros clubes que manifestaram interesse em contar comigo não chegaram a apresentar valores. A partir daí nunca ouvi outras propostas, sempre dei a primazia ao SCC.
Quais os pontos altos do seu trajecto no SCC?
Naturalmente, o primeiro ano, com o Zé Pequeno, em que fizemos a pré-época atrás de uma das balizas devido às obras no sintéctico e o ano passado.
É invulgar um futebolista ser também jornalista. Como consegue fazer a cobertura dos jogos, na medida em que nessa hora encontra-se a jogar?
Essa é a maior limitação que tenho na minha actividade profissional, que procuro contornar ouvindo as declarações dos treinadores, analisando os dados relativos ao jogo e socorrendo-me de outras fontes. As pessoas já me conhecem pelo trabalho que venho desenvolvendo ao longo destes 10 anos e sabem que apesar de dar a minha opinião nas crónicas, procuro sempre separar as águas e ser imparcial.
O facto de viver o futebol por dentro há tantos anos como futebolista ajuda-o na sua actividade como jornalista?
Claro que sim. Ajuda a manter uma alargada rede de contactos e permite que os diversos agentes me respeitem porque eu, acima de tudo, procuro ser respeitador.
Quais foram os pontos altos do seu trajecto como futebolista?
As subidas são sempre os momentos mais marcantes. As experiências fora de Ponte de Lima foram igualmente épocas intensas porque foram sempre campeonatos na terceira divisão. O SCC correspondeu à minha primeira saída de Ponte de Lima para jogar no distrital.
Lembra-se da sua melhor época?
Três anos antes de vir para o SCC, na minha segunda subida pelo Limianos, consegui uma época muita produtiva, quer em golos, quer na qualidade das exibições.
O Lipinho sempre pisou terrenos avançados?
Sempre joguei a médio/extremo direito. Mas desde que vim para o SCC tenho alternado essa posição com a de médio ofensivo centro.
Qual o seu clube de eleição?
O Limianos, por vários motivos. É o clube da terra, é onde tenho um grupo de amigos de vários anos a jogar juntos e sempre formámos grandes equipas. É o clube de que mais gosto e onde me sinto melhor. Depois destaco o SCC e a atestá-lo está o facto de nunca ter estado tantos anos consecutivos no mesmo clube. Integrei-me bem aqui, as pessoas demonstram carinho e não há motivo para se mudar quando se está bem.
Chegou a acalentar o sonho da profissionalização?
Sim. Depois da minha primeira época sénior, há cerca de 15 anos, cheguei a fazer um treino no Beira-Mar, que tinha acabado de subir à 1ª Divisão. O treinador, o António Sousa, tinha uma equipa jovem e procurava jogadores experientes. Não fiquei. A partir daí, tive um ou dois contactos para jogar na 2ª B, em equipas do distrito, situações que também não se concretizaram.
Como entendeu e reagiu ao facto da direcção do SCC ter declinado no final da época passada a possibilidade da subida administrativa à 3ª Divisão?
Eu sou daqueles que acho que o SCC fez bem em não ter aceitado subir. Mas, por outro lado, pensando nos atletas que nunca jogaram nos nacionais, penso que seria uma boa oportunidade para eles. Espero que essa possibilidade volte a surgir, na 2ª Divisão, visto que esta época é a última em que se disputa a 3ª Divisão. Claro que se o SCC tivesse sido campeão, seria de outra forma, visto que o campeão deve sempre subir. Dessa forma, acho que se fez bem, visto que seria uma experiência de apenas um ano, na medida em que sobem à Segunda os dois primeiros de cada série e todas as restantes equipas baixam às distritais.

[23-10-2012 - 10:57] [José Miguel Nogueira]

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